Notícia: TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Somos uma terra produtiva e que merece uma infraestrutura de ponta, diz Dorner sobre ferrogrão

"A Ferrogrão é a transformação da logística do nosso município, estado e país", disse o prefeito.
Somos uma terra produtiva e que merece uma infraestrutura de ponta, diz Dorner sobre ferrogrão

Com quase 1.000 Km de extensão, a ferrogrão interligará o município de Sinop (MT) ao porto de Miritituba, no sul do Pará e será o principal meio de transporte e escoação da produção de grãos do norte de Mato Grosso, hoje, feita por caminhões pela rodovia federal BR-163, principal rodovia de escoamento da produção brasileira. Além de ser rota da estrutura ferroviária, Sinop luta pela criação de um porto seco.

A construção da ferrovia trará uma economia de aproximadamente R$ 19,2 bilhões no frete do transporte, em relação à rodovia, o que se torna benéfico e viável tanto aos produtores, como aos consumidores que poderão ver os produtos nas prateleiras reduzido a longo prazo. Com intuito de mostrar a força do município, a importância da infraestrutura para o setor de agronegócio, principal pilar da economia do país, um evento de grande magnitude foi realizado neste final de semana em Sinop com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

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No Centro de Eventos Dante de Oliveira, um dos cartões postais da cidade, prefeitos da região e do sul do Pará, governador, parlamentares estaduais e federal de Mato Grosso, bem como senadores do estado, reuniram em uma mobilização acalorada pró-ferrogrão. O prefeito de Sinop, anfitrião do encontro, Roberto Dorner, não esconde alegria ao falar do evento que começa a recolocar a cidade na liderança regional.

“Conseguimos mostrar que Sinop e região, bem como o sul do Pará, tem potencial. A mobilização de sábado [21/08] mostrou que somos a força do Brasil. Sinop é uma cidade de médio porte, entretanto, com potencial de cidade grande e tudo isso, graças ao nosso povo, a população batalhadora e trabalhadora que mora aqui e transforma, a cada dia, a realidade deste lugar. Sediarmos esse evento, de grande potencial, como sabemos, é um privilégio. Sinop tem potencial para isso e muito mais”, exaltou.

Em atividade, a ferrogrão terá capacidade de transportar, já no início da operação, prevista para daqui nove anos, 20 milhões de toneladas de cargas. Serão transportados soja, farelo de soja e milho – principais produções da região. A arrecadação tributária do empreendimento está estimada em R$ 625 milhões e pouco mais de R$ 5 bilhões com a operação, podendo gerar até 300 mil empregos.

“A Ferrogrão é a transformação da logística do nosso município, estado e país. É uma importante obra para nossos produtores. Somos uma terra produtiva e que merece uma infraestrutura de ponta. Não é luxo, é uma necessidade real. A ferrovia diminuirá a carga tributária de nossos produtores o que fará com que o produto produzido seja de menor valor para a população que consumirá. A ferrogrão impactará de forma direta e positiva a nossa economia. É desenvolvimento para Sinop”, avaliou positivamente o chefe do executivo de Sinop.

Durante o evento, o ministro Tarcísio Freitas lembrou que dos 34 projetos tidos como prioridade nacional para o Governo Federal e principalmente da pasta a qual está à frente, 33 já foram entregues. A única que segue em desenvolvimento é a ferrogrão. “O maior entrave hoje é a ação que está no STF, mas acreditamos que isso irá se resolver e vamos lançar o edital e fazer o leilão. Eu entendo que nós temos o povo direito do nosso lado, levamos para o Supremo argumentos muito fortes e consistentes e acredito em uma reconsideração do ministro relator. Por isso confio que essa liminar vai cair e nós vamos conseguir prosseguir”, afirmou em seu discurso, garantindo que o único obstáculo que poderá impedir a execução do projeto, é desistência da luta, algo, que segundo ele, não acontecerá. “É impossível não haver essa ferrovia. Ela vai haver. Ela vai acontecer, mais cedo ou mais tarde”, finalizou.

Benefícios da construção da ferrogrão:

-Reequilibrar a matriz de transportes, privilegiando modais menos poluentes;

-Reduzir o tempo e o custo do transporte de cargas;

-Promover competição;

-Estabelecer alternativas para os fluxos de cargas ao mercado consumidor;

-Promover uma logística exportadora competitiva para a região do Arco Norte;

-Movimentar mais de 40 milhões de TU até 2060

Fonte: Diário de Mato Grosso

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