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Mauro cita economia e defende compra de avião em MT

Governador lembra ter colocado Estado nos eixos e nega temor por tomar medidas impopulares
Mauro cita economia e defende compra de avião em MT Foto: Reprodução

A repercussão acerca da compra de um avião Cessna, modelo Citation Bravo C550, seminovo,  por 1,5 milhão de dólares, algo em torno de R$ 8 milhões, que levou alguns deputados anteciparem que vão pedir explicações ao Governo do Estado, não preocupa o governador Mauro Mendes (DEM). Conforme o gestor, a aquisição da aeronave foi feita dentro da legalidade com aval do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), como parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e beneficiará todo o Estado, principalmente as forças de segurança pública e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

"Criticar todo mundo critica. Eu vi lá, o ex-governador anterior gastou quase R$ 20 milhões em táxi aéreo andando pelo estado de Mato Grosso. Eu ando pra baixo e pra cima, vou pra São Paulo, vou pra muitos lugares, Brasília, vou sempre de voo de carreira. Se olhar o que nós gastamos é muito pouco. Esse avião ele foi comprado com TAC do Tribunal de Justiça para a Segurança Pública", comentou o governador na manhã desta segunda-feira (26). 

Dentre os deputados estaduais que criticaram a compra do avião estão Ulysses Moraes (PSL), Janaina Riva (MDB) e Faissal Calil (PV). Da bancada federal, o deputado Emanuelzinho Pinheiro (PTB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), desafeto político de Mauro Mendes, também criticou a compra do avião.

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Conforme o gestor, o avião será utilizado em diferentes missões, tanto por intengrantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, para tranporte de presidiários e policiais a exemplo do Batalhão de Operações Especial (Bope), que em determinadas situações, precisa se deslocar com agilidade para outras cidades do Estado para atuar em ocorrências que exigem a atuação do grupo especializado em lidar com situações extremas. 

"Claro, vou poder usar, existem situações, teve um dia desses que precisei ir a Brasília, era uma reunião importantíssima para Mato Grosso e não tinha mais passagem. Eu não ia? Ou ia pegar um carro e não chegaria a tempo, teria que passar a noite inteira viajando. Então, existem situações que justificam você ter uma aeronave. E ela vai ser usada pelas forças de segurança, transporte do Bope, existem muitas situações", argumentou Mendes.

De acorco com o chefe do Palácio Paiaguás, Mato Grosso pagava em torno de R$ 2 milhões por mês só com UTI aérea e com base nesses gastos e nas necessidades corriqueiras, ele enquanto governador autorizou a compra de outras aeronaves, que agora é alvo de críticas de adversários políticos e uma parcela da população mato-grossense. "Nós compramos dois aviões, acabamos de comprar agora um helicóptero por R$ 21 milhões. As pessoas gostam de criticar, mas elas não analisam o contexto, tem que olhar que graças a Deus que as medidas que alguns criticaram consertaram Mato Grosso", contrapôs Mendes. 

Por fim, o governador deixou claro que não está preocupado com críticas por causa de medidas adotadas por ele para colocar o Estado nos "eixos", como ele costuma repetir em várias entrevistas ao falar de uma série de ações implementadas desde o início de 2019 quando assumiu o comando do Governo de Mato Grosso. 

"Nós temos um Estado hoje que faz tudo isso e muito mais que vocês estão vendo por aí graças a essa coragem que eu tive de fazer o que é correto. Nós estamos fazendo o que é correto para o Estado, isso traz economicidade, traz eficiência para a administração pública e vamos continuar fazendo aquilo que é melhor. Tenho absoluta convicção de que muitas decisões que trazem resultados positivos, elas sempre vão ser criticadas por um ou por outro, mas eu não vou deixar de fazer porque um ou outro vai criticar", enfatizou o gestor.
 

Fonte: Folhamax

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