Notícia: Aguarda julgamento

Defesa pede revogação de prisão de mulher acusada de mandar matar amante e marido

Defesa pede revogação de prisão de mulher acusada de mandar matar amante e marido Foto: Reprodução

A defesa de Cléia Rosa dos Santos Bueno entrou com um pedido de revogação de prisão no último dia 24 de março. Ela está presa desde março de 2018, acusada de encomendar morte do marido e do amante em Sinop (a 480 km de Cuiabá). A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri estava prevista para ocorrer nesta quinta-feira (2). Porém, a data foi definida antes do surgimento da pandemia de coronavírus, que resultou em medidas de segurança pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), como suspensão de audiências e trabalho remoto.

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A petição foi encaminhada à juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop, no último dia 24. No último mês de janeiro a magistrada chegou a reanalisar a prisão de Cléia e dos outros dois réus, Adriano dos Santos e José Graciliano dos Santos, mas decidiu manter a reclusão por levar em consideração a manutenção da ordem pública e que a pena máxima prevista para o crime imputado a eles é superior a quatro anos.

"Constata-se que o processo está tramitando regularmente, dentro do limite razoável, não obstante os acusados estejam presos há mais de 600 dias, posto que a presente ação penal trata-se de processo complexo, devido a apuração de dois crimes de homicídio circundados por diversas qualificadoras e ocultação de cadáver, bem como a existência de pluralidade de réus e arrolamento de mais de 20 testemunhas, das quais algumas foram inquiridas por meio de cartas precatórias, além da necessidade de realização de perícia, sendo o procedimento do rito do júri escalonado, demandando maior prazo para conclusão da instrução", justificou a juíza.

O julgamento ocorreria, inicialmente, no dia 29 de outubro de 2019. Porém, sete dias antes a magistrada, considerando o grande volume de informações extraídos na perícia realizada nos celulares apreendidos e o tempo necessário para conclusão do relatório, acabou reagendando o julgamento pelo Tribunal do Júri  para o dia 4 de abril de 2020. Ainda não foi publicada decisão sobre este novo pedido de liberdade.

O caso
 
Uma mulher identificada como Cléia Rosa dos Santos, de 34 anos, foi presa em março de 2018, acusada de mandar matar o marido, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos, em Sinop. O crime foi cometido por seu então amante em 2016 em uma simulação de um latrocínio. Um ano depois ele também foi assassinado – conforme a polícia - a mando da suspeita, que contou com a ajuda de dois guardas noturnos.
 
Ambos foram presos e, assim como Cléia, confessaram a participação no crime. Os restos mortais do amante foram localizados enterrados em uma área de mata. A vítima, de acordo com a polícia, é Adriano Gino.

Na mesma vala, os assassinos enterraram uma motocicleta, que foi encaminhada junto a ossada para análise da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec). Neste crime, Cléia teria dopado o amante até que os executores chegassem ao local. Adriano foi morto com golpes de enxada. A suspeita é que o amante passou a ameçá-la.

Jandirlei, por sua vez, foi atingido por dois golpes de faca, em outubro de 2016, chegando a permanecer internado no Hospital Regional por quase dois meses, falecendo em seguida. Na data do crime a mulher contou à polícia que estava em casa com o marido quando foram rendidos por dois assaltantes. Diante de uma reação do homem, os bandidos então teriam o esfaqueado.

Ao Olhar Jurídico a defesa de Cléia confirmou que ela foi a mandante do assassinato de Adriano Gino, mas disse que ela não teve envolvimento na morte de Jandirlei. Cléia teve um relacionamento extraconjugal com Adriano, mas a relação teria acabado antes de Jandirlei ser morto.

Segundo a defesa, Cléia acredita que Adriano planejou a morte de Jandirlei para ficar com ela, o que acabou acontecendo. Ela teria relatado que Adriano era muito possessivo, a agredia, estuprava e teria ameaçado os filhos dela. Por causa disso ela disse que planejou a morte dele.

 

Fonte: Olhar Jurídico

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