Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017 21:39

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Tiroteio na Champs-Élysées, em Paris, deixa policial e suspeito mortos

Presidente François Hollande vê ligação com terrorismo. Estado Islâmico reivindicou ação por meio de sua agência.
Tiroteio na Champs-Élysées, em Paris, deixa policial e suspeito mortos Foto: REUTERS/Reuters Tv

Um tiroteio ocorreu na Champs-Élysées, mais famosa avenida parisiense, nesta quinta-feira (20). Um policial morreu e o suspeito de ser o atirador também foi morto. O presidente François Hollande disse estar convencido de que as informações já disponíveis na investigação têm relação com terrorismo.

O sindicato de policiais Unité SGP Police chegou a anunciar a morte de um segundo policial, mas um porta-voz do Ministério Interior disse em seguida que ele não havia morrido. Há dois policiais seriamente feridos, além do que morreu.

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que uma arma automática foi usada para disparar contra os policiais. "Uma arma automática foi usada contra a polícia, uma arma de guerra", disse Brandet à repórteres.

Um sindicato policial disse que um indivíduo num veículo atirou contra uma viatura policial que estava parada num farol vermelho. Uma testemunha contou que um homem saiu do carro e começou a disparar com um "Kalashnikov", dando a entender que o atirador portava uma arma similar a um fuzil.

"Eu saí da loja Sephora e estava andando pela rua até onde um Audi 80 estava estacionado. Um homem saiu e abriu fogo com um kalashnikov contra um policial", disse Chelloug, um assistente de cozinha, à Reuters.

"O policial caiu, ouvi seis tiros. Eu fiquei com medo, tenho uma menina de dois anos e pensei que ia morrer ... Ele atirou diretamente no policial", acrescentou.

A correspondente da GloboNews Bianca Rothier, que está na França, informa que o caso ocorreu por volta das 21h locais na altura do número 104 da avenida.

A França abriu uma investigação relacionada a terrorismo. A investigação foi passada à seção antiterrorista da procuradoria de Paris, declarou o presidente, que indicou que esta deverá determinar a natureza do incidente e se o autor contou com cúmplices.

O suspeito morto seria conhecido dos serviços de segurança franceses. Há um pedido de prisão para um segundo suspeito que teria chegado à França num trem da Bélgica, diz a Reuters.

Rita Katz, diretora do SITE Intel Group, uma organização de monitoramento de extremistas, disse que a agência Amaq, do Estado Islâmico, afirma que a ação em Paris foi executada por um "guerreiro" do grupo terrorista que chamaria Abu Yusuf al Belijki ("o belga").

"Esta reivindicação é diferente da maioria das outras da Amaq, indicando que o EI tinha familiaridade com o atacante e, possivelmente, do ataque que viria", analisa a especialista.

 

Fonte: G1

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