Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 10:30

Notícia:

Professores em greve tentam invadir plenário da Assembleia; veja

Sessão plenária da manhã desta quinta-feira (18) teve início sob vaias dos servidores
Professores em greve tentam invadir plenário da Assembleia; veja Foto: MidiaNews

Servidores da Educação tentaram invadir o plenário da Assembleia Legislativa no início da sessão desta quinta-feira (18), por volta das 10h40. Parte dos servidores também ocupa as galerias do Legislativo.

Em vídeos, é possível ver os professores dando murros na porta que dá acesso ao plenário, local onde ocorrem as sessões. Eles ainda gritam palavras de ordem como “eu quero o meu salário”, durante o ato (veja os vídeos abaixo).

"A Assembleia Legislativa não tem proposta. Nós fomos agredidos. Nós fomos pisoteados, mas mesmo assim nós vamos continuar com a nossa dignidade de enfrentar esse Governo que é covarde, de um governador covarde, que não tem coragem de enfrentar a categoria. Ele fica fazendo ameaça, fazendo terrorismo, mas nós iremos continuar enfrentando esse governo covarde", disse um dos sindicalistas à imprensa. 

Está programada para esta sessão a primeira votação do Projeto de Lei Complementar que reinstitui incentivos fiscais, altera o método de cobrança de ICMS e aumenta imposto de setores econômicos do Estado.

O projeto encaminhado pelo governador Mauro Mendes (DEM) deve ser votado até o fim do mês, do contrário, todos os incentivos de Mato Grosso serão automaticamente cancelados.

Isso não é democrático e republicano. Nós temos que discutir agora. Travar a sessão para negociar é chantagem e nós não iremos permitir isso aqui dentro

O protesto dos servidores tem como objetivo forçar os deputados a não votarem nada enquanto o Governo não negociar com a categoria.

Em greve há 53 dias, os professores exigem, entre outras coisas, o cumprimento da lei da dobra salarial (aprovada em 2013), que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos.

Equipe de policiais militares e até da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) foi chamada para conter os ânimos dos manifestantes. Com isso, a categoria deixou o local e voltou a ocupar as galerias.

“Não aceito chantagem”

Pouco antes da sessão ter início, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), afirmou à imprensa que não irá aceitar chantagem dos servidores públicos.

“Não podemos deixar de votar e discutir um projeto importante como esse. A Assembleia não pode ser usada como moeda de troca para nada. Nem para professor, nem para funcionário, nem para interesse dos deputados. Nós nunca permitimos isso aqui e não vai ser hoje que a Assembleia vai paralisar para fazer negociações”, disse.

“Isso não é democrático e republicano. Nós temos que discutir agora. Travar a sessão para negociar é chantagem e nós não iremos permitir isso aqui dentro”, afirmou o presidente.

Na tribuna

O deputado Max Russi (PSB) disse em plenário que não concorda com a manifestação dos servidores. Ele revela que alguns sindicalistas chegaram a segurar pelo braço uma servidora que tentava entrar com documentos na sessão. 

“Vou defender o servidor da Assembleia Legislativa, porque são eles que atendem todos os deputados e recebem muito bem quem vem até esta Casa procurar atendimento. Não vou aceitar fazer um tipo de coisa destas com nossos servidores, sendo atacados na sua integridade", disse.

O deputado Lúdio Cabral (PT) pediu aos parlamentares para apoiarem a categoria em greve e que deixassem o plenário.

“Os trabalhadores da Educação estão em greve há 53 dias. [...] Não há outro mecanismo para mostrar que estamos ao lado dos trabalhadores que não seja manter a obstrução das sessões. Esvaziar o plenário. Não deixar essa mensagem ser apreciada”, disse o parlamentar. 

 

Fonte: Midia news

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