Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 12:47

Notícia:

MPE pede rapidez em perícia de material apreendido com grupo acusado de sonegar mais de R$ 140 milhões em MT

Caberá à Perícia Oficial do Estado efetuar o espelhamento do material apreendido para atestar a autenticidade das provas obtidas.
MPE pede rapidez em perícia de material apreendido com grupo acusado de sonegar mais de R$ 140 milhões em MT Grupo que cometeu fraudes e sonegou R$ 140 milhões em ICMS é alvo de operação em MT — Foto: TVCA/Reprodução

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Núcleo de Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária de Cuiabá, requereu à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) prioridade na análise do material apreendido na operação “Crédito Podre”. No último dia 6, o Poder Judiciário acatou o pedido da defesa dos denunciados e redesignou a data da audiência para a próxima segunda-feira (20).

Nesta sexta-feira (17), o MPE requereu a suspensão do processo por um período de 30 dias e adotará algumas providências para que a Politec seja melhor aparelhada e consiga atender as demandas de todo o estado. Caberá à Perícia Oficial do Estado efetuar o espelhamento do material apreendido para atestar a autenticidade das provas obtidas.

O G1 tenta localizar a defesa dos réus.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os investigados na Operação Crédito Podre foi recebida pelo juiz da Sétima Vara Criminal em janeiro de 2018.

O empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como chefe de uma quadrilha que sonegou R$ 140 milhões em impostos, foi assassinado em fevereiro deste ano no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.

Tornaram-se réus na ação:

Wagner Florêncio Pimentel (falecido)
Almir Cândido de Figueiredo
Rivaldo Alves da Cunha
Paulo Serafim da Silva
Kamil Costa de Paula
Evandro Teixeira de Rezende
Paulo Pereira da Silva
Diego de Jesus da Conceição
Marcelo Medina
Theo Marlon Medina
Cloves Conceição Silva
Paulo Henrique Alves Ferreira
Jean Carlos Lara
Rinaldo Batista Ferreira Júnior
Rogério Rocha Delmindo
Neusa Lagemann de Campos
Keila Catarina de Paula
Alysson de Souza Figueiredo

Na denúncia, o MPE cita que o grupo tinha uma estrutura hierárquica preestabelecida e divisão de tarefas para a prática de crimes de falsidade ideológica de documento público e documento particular, uso indevido de selo público verdadeiro, falsa identidade, coação no curso do processo e ameaça.

Operação Crédito Podre

A operação Crédito Podre foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em dezembro do ano passado. Segundo investigações, no mínimo vinte empresas fantasmas ou de fachadas teriam sido utilizadas no esquema que teria sonegado mais de R$ 140 milhões do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado.

Fonte: G1 MT

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