Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 10:34

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Manifestantes vão às ruas em movimento Nacional em Defesa da Educação

Manifestantes vão às ruas em movimento Nacional em Defesa da Educação Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Manifestantes saíram às ruas, na tarde desta terça-feira (12), em protesto contra o contingenciamento de recursos anunciado pelo governo Bolsonaro na área de Educação. A concentração foi na Praça Alencastro, região central de Cuiabá. Esta é a terceira Greve Nacional em Defesa da Educação. As últimas duas edições contaram com aproximadamente cinco mil pessoas, cada. A estimativa da organização é de que o evento reuniu 1 mil pessoas. A Polícia Militar não soube precisar o número de participantes. 

Estudante do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Beatriz Cardoso, 19 anos, disse não acredita que o movimento esteja perdendo força. “Não necessariamente está perdendo forças. A classe trabalhadora está cansada também, a classe estudantil.  A gente tem muita coisa para fazer e acaba ocasionando que nem todo mundo pode vir. Mas a força não está perdendo”, argumentou.

Sobre o movimento, ela considera necessário. “Porque é educação e vai afetar todos de um modo geral, não só a classe universitária ou os professores. Ensino fundamental e médio também. Essa união é muito necessária. Se vê como classe trabalhadora e lutar pelo seu direito. Educação não é mercadoria, foi um direito conquistado”.

Estudante de História, Bruno Henrique da Silva, 28 anos, explicou que esta manifestação é contra o 'Future-se', programa proposto pelo Ministério da Educação (MEC). “O projeto Future-se, quando a gente pega para ler, ele não tem ganhos para o estudante, principalmente para o estudante da classe trabalhadora. É necessário que a gente se mobilize para construir uma luta contra o Future-se. As pautas iniciais eram a Reforma da Previdência. A amplitude da pauta era muito maior. Hoje é sobre o Future-se, implica mais sobre os estudantes. Por isso, se observar por este lado, a gente tem um quórum bacana”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, aproveitou para lembrar, que apesar do fim da greve dos professores, a luta continua. “Hoje, toda essa movimentação no Brasil inteiro, aqui no Estado de Mato Grosso, completando 79 dias de muita luta, muita resistência dos trabalhadores da Educação, que de maneira grandiosa, fizeram o enfrentamento do Governo Mauro Mendes, contra a retirada de direitos e o desmonte que o Governo buscou implementar no Estado de Mato Grosso”.

Em maio, dois protestos aconteceram na Capital. Os manifestantes foram às ruas em protesto contra o contingenciamento de recursos anunciado pelo governo Bolsonaro na área da Educação. De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a redução de repasses atingirá 3,5% do orçamento total das instituições. O valor, no entanto, equivale a 30% dos recursos que as UFs e IFs têm para gastar com manutenção e investimento em pesquisas, por exemplo, visto que a maior parte do orçamento está toda comprometida e não pode ter destinação alterada.
 
Por conta do corte financeiro, no dia 16 de julho, a UFMT ficou sem energia elétrica por conta de seis faturas atrasadas, sendo quatro referentes a 2018 e duas a 2019. A concessionária de energia já havia notificado duas vezes a unidade quanto a possibilidade de corte caso não fossem pagas as contas em atraso. Após cerca de oito horas, a Concessionária Energisa restabeleceu a energia elétrica após pagamento de R$ 1,8 milhão.

 

 

Fonte: Olhar Direto

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